VAMOS REDUZIR A NOSSA PEGADA HUMANA!..........
VAMOS COMER OS PRODUTOS SÓ NA ÉPOCA EM QUE SÃO PRODUZIDOS !..............................................
VAMOS TODOS SEPARAR O LIXO E FAZER A RECICLAGEM!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

XXII GRANDE PRÉMIO FIM DA EUROPA

Sintra, Sintra, Sintra!...
Não há duvida que quem quiser uma paisagem deslumbrante de cortar a respiração, vá até à serra de Sintra.
Há zonas, que fazem mesmo lembrar locais longínquos tanto no tempo como no espaço.
Leva-nos a imaginar que podem andar por ali criaturas místicas e fantásticas: Duendes, Brancas de Neve, Vampiros, minimendos, Unicórnios e outros com os quais se pode sonhar...

Durante a prova, com o esforço que tive que fazer para subir até lá ao alto, mais que uma vez, juro que é verdade, vi sombras escapando atrás das árvores, tenho quase a certeza que houve uma altura em que vi uma dessas criaturas a dizer adeus com a pequenina mãozinha...
Acreditem se quiserem, mas cada vez que vou fazer aquela corrida, fico com umas ideias muito próprias acerca daquele sitio...

Quanto à prova!?
A prova como alguns já sabem é muito dura. Basicamente são 11Km a subir e 6Km a descer, num total de 17Km do mais duro que há, normalmente com um frio de rachar.
17Km que nos levam de Sintra, ( fonte Mourisca ) até ao Cabo da Roca, Sempre subindo pela Serra e a descer, começando em Azoia até ao Farol.
Fiz um tempo que para mim é fantástico. 01.37.46h
Aos 11Km tinha 01.10h o que significa que fiz 6Km em 27m.
Foi dura, mais do que uma vez, pensei em ficar por ali com os meus amigos imaginários e desistir... Mas não! Lá cheguei ao fim.
Contente e Feliz, o chá (Lúcia-lima) estava quentinho e muito saboroso, a tenda aquecida estava muito agradável, os autocarros para voltar funcionaram muito bem...
Parabéns a todos

domingo, 16 de janeiro de 2011

CHEGARAM OS ESPARGOS

Só chegaram dois, mas chegaram!!
Ando já há dois anos a tentar colher espargos, como já mostrei
Dizia o pacote que era preciso esperar três anos, afinal só passaram dois e a espargueira já deu os dois primeiros espargos e são bem grossos e saborosos.
Ainda em Junho estavam assim. e olha agora a diferença

Fiquei mesmo espantada, não esperava que já desse espargos este ano e são muito bons!...
Que pena ser só um pé.
Entretanto tenho por lá muitos mais plantados, mas são do ano passado (2009) e foram semeados no outono.
Portanto já têm um ano, não sei como vai ser...

As fotos é que não ficaram muito boas, tenho medo das urtigas e não quero arranca-las que depois fazem falta para outras coisas...
Entretanto lá pelo quintal tudo continua a crescer bem.
As favas estão muito bonitas, mas os alhos estão um espectáculo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O homem quer!... A obra nasce

Neste caso, a mulher quis.
Assim!...
Há já muitos anos que escrevo e gosto de escrever.
Praticamente desde criança, quando as minhas redacções, eram lidas na aula em voz alta como exemplo...
Como devem calcular eu sempre fiquei muito vaidosa.

Finalmente consegui editar o meu livro.
Edição de autor claro, não tem qualidade literária para ser posto à venda em livrarias.

Aqui está a capa e já há no blogue vários textos dele.
Prometo que vou continuar a transcreve-lo aqui, aos poucos.

O LOBISOMEM ( conto )
Este episódio, ouvi-o contar ao meu avô uma vez que ele falava com um casal, que não era lá da terra e que nunca mais vi na minha vida.
Digo isto porque, apesar de eu ser má fisionomista, a figura desse homem nunca me saiu da memória, era alto, muito forte, moreno com umas sobrancelhas enormes, talvez o homem maior e mais forte que alguma vez vi.
Eu ia a entrar na casa do lagar quando percebi que a conversa era privada. Fiquei parada sem dizer nada, enquanto o meu avô falava o homem estava meio sentado no muro do lagar, com as mãos inquietas e os olhos baixos, ouvia com atenção.
Numa fazenda que ficava bastante longe de casa e onde habitualmente se semeava o milho, nesse ano, o meu avô decidiu semear pasto para os animais comerem no Inverno. O pasto dava menos trabalho e também dava o seu lucro porque o meu avô comprava reses pequenas que vendia depois de crescidas e alimentadas com o tal pasto. O pasto, depois de cortado e seco, era colocado em medas.
A meda era um trabalho no mínimo artístico, senão vejamos: Era colocado um pau de uns três metros de altura, na vertical e seguro na terra para poder aguentar e suster o peso do pasto, que se colocava em volta numa posição inclinada, um sobreposto ao outro, assim sucessivamente desde o solo até aos ditos três metros de altura, posto assim de uma forma inclinada, com uma base larga, e terminando em bico o pasto ficava protegido da chuva, pois a água escorria sem penetrar no seu interior. No topo do pau era atado um pequeno impermeável de formato redondo para que a água não escorresse pelo pau, durante o Inverno o pasto era tirado cuidadosamente por baixo. Assim, ia escorregando sempre na mesma posição até acabar.
Nesse fatídico ano o meu avô, depois de apanhar e secar o pasto, fez três enormes medas no Casal da Manteiga. Andaram várias pessoas a trabalhar um dia inteiro mas o serviço ficou pronto antes de começar o mau tempo.
Passados uns dias o meu avô ia de bicicleta na estrada e qual não é o seu espanto ao olhar para a sua fazenda, as medas não estavam lá! Ficou aflito, seguiu o mais rápido que pode até ao sítio e viu o pasto todo espalhado, os paus caídos por terra, uma desgraça! Tanto trabalho e tudo perdido. Saiu dali foi reunir os filhos que estavam a trabalhar noutras fazendas, foram todos para o Casal da Manteiga para arranjar tudo de novo, pois podia começar a chover e era um enorme prejuízo. Lá conseguiram arranjar tudo, é claro que, uma vez o pasto desmanchado o trabalho já não ficou tão perfeito, mas lá ficou tudo pronto.
O meu avô ficou muito nervoso, um trabalho daqueles não se fazia facilmente, se dá trabalho a fazer também dá para desmanchar!
Quem seria que fez aquilo?
Ficaram tão espantados que pouco falaram do assunto. Nessa noite o meu avô pouco dormiu, levantou-se cedo e foi ver. Os seus receios tinham razão de ser, lá estava de novo o pasto todo espalhado e os paus deitados a baixo. Aquilo não era trabalho de uma pessoa só, como será possível, numa noite deitar tudo a baixo? Não! Aquilo tinha que ter uma explicação.
O meu avô lá foi para casa, acordou os filhos e foram mais uma vez arranjar as medas. Na noite seguinte, o meu avô não se deitou. Sentado na rua, com um copo de vinho na mão, olhou para o céu e percebeu tudo.
Não disse nada a ninguém, montou na bicicleta e seguiu para o Casal da Manteiga e ficou à espreita. Era a terceira noite de lua cheia, quase parecia de dia, passados uns minutos o sujeito chegou. Era um veado enorme, com uns chifres com várias ramificações, vinha desenfreado e aos pinotes, com os cornos começou a sua tarefa, deitar a baixo as medas de pasto que o meu avô e os filhos fizeram com tantos cuidados. Quando terminou já passava das duas horas, começou a ficar cansado, mas sempre aos pinotes lá andou mais um pouco, depois seguiu lento o seu caminho.
O meu avô montou na bicicleta em silêncio e seguiu-o sem se deixar ver. Ao chegar ao local do seu destino, o animal espojou-se no chão e quando se levantou era um homem perfeito: grande, forte, musculoso e cabeludo, tinha cabelos por todo o corpo. O meu avô ficou ali em silêncio a ver tudo, até que o homem se vestiu com as roupas que estavam dobradinhas junto ao tronco de um carvalho e seguiu o seu caminho.
O meu avô não precisava de ver mais nada. Só tinha mais uma noite para agir, depois a lua cheia passava e o tempo mudava, era preciso preparar tudo rapidamente, ele sabia como fazer.
A lenda era bem conhecida. O sétimo filho homem era lobisomem, depois de adulto e em noite de lua cheia saía de casa por volta das onze horas, chegava a uma encruzilhada que tivesse um carvalho, de preferência, mas podia ser outra árvore qualquer. Despia-se todo nu, dobrava a roupa com muito cuidado, toda do direito para depois vestir rapidamente, em seguida deitava-se no chão (espojava-se) pensando num animal que lhe agradasse ou então acabava por se transformar num que tivesse passado lá e deixado o rasto.
Dizem as lendas que os lobisomens correm sete freguesias em duas horas e para não se magoarem antes de começar dizem “Por cima de toda a folha!” e assim saem ilesos. Depois chegam ao local de partida vestem-se e seguem para casa, mas há uma forma de lhes quebrar o encanto, é preciso ter coragem e não ficar para ver o resultado, senão pode ser trágico. Diz-se que se lhe virarem a roupa do avesso, quando ele chegar fica furioso, enraivecido e pode até matar quem lhe fizer isso.
O meu avô conhecia a lenda, sabia o local daquele lobisomem, só tinha que agir rapidamente, foi para casa mas como já era madrugada passou pela padaria comprou pão e queijo fresco. Quando chegou acordou os filhos e disse:
- Toca a comer, temos muito que fazer! Hoje acabamos com tudo! – Contou aos filhos e à mulher tudo o que tinha visto e que se passou, pediu que fosse um segredo pois seria muito grave que viesse a público, afinal toda a gente sabe a lenda mas no fundo ninguém acredita realmente, sempre se leva para a gozação e se alguém viesse a saber ainda iam dizer que eram uma cambada de saloios, e iam ser gozados a vida inteira, para além das histórias que se contariam e inventariam, seriam motivo de chacota em todo o lado.
Nesse dia voltaram ao Casal da Manteiga e refizeram todas as medas de novo com muito cuidado. Trabalharam em silêncio, sem cantorias nem brincadeiras como habitualmente, eram sempre alegres, nesse dia não. À noite foram para casa, como sempre, jantaram e pouco falaram do assunto. Por volta das dez e meia o meu avô saiu de casa, todos se recolheram mas ninguém conseguiu dormir.
O meu avô foi até à encruzilhada e aguardou depois de ter escondido a bicicleta, quando o homem chegou o meu avô quase deixou de respirar, viu tudo com atenção. O homem despiu-se, dobrou a roupa muito dobradinha e pô-la junto ao tronco do carvalho. Parou, cheirou o ar como um animal, andou à roda, à procura, estava desconfiado, mas o meu avô nem pestanejou. O homem, por fim, lá se tranquilizou, deitou-se no chão e rebolou, quando se levantou era o veado enorme do dia anterior.
Começou logo aos pinotes e a manear a cabeça com os chifres enormes, depois foi embora. O meu avô esperou um pouco, saiu do esconderijo e dirigiu-se à roupa virou-a toda do avesso e voltou a dobrá-la muito bem, colocando-a no mesmo sítio. Depois montou na bicicleta e foi o mais rápido que pode para casa. Arrumou a bicicleta, trancou as portas, apagou as luzes e a chaminé e meteu-se na cama, mas não dormiu nada a noite toda até de madrugada, com receio que o monstro lhe seguisse o cheiro, felizmente não era um cão. Mas nada aconteceu.
No dia seguinte, todos se levantaram com olheiras pois ninguém conseguiu dormir, tomaram o café e foram refazer as medas mais uma vez. Não voltou a acontecer mais nada, nem se voltou a falar do assunto até ao dia em que eu, sem querer, surpreendi o meu avô a conversar com aquele casal.
Tinham passado alguns anos, e o homem estava ali para agradecer ao meu avô o favor de ter acabado com aquele feitiço que fazia dele uma aberração e também para pedir desculpa pelo prejuízo causado. Levou muitos anos para perceber o que se passou, levou meses até entender porque razão não saía em noites de lua cheia, teve que entender através de muitas conversas cheias de superstições a razão porque o fazia e daí conseguir perceber porque deixou de o fazer.
O meu avô, ao virar a roupa para o avesso, não só se protegeu a si, como também acabou com o feitiço para sempre. O homem tinha vergonha e estava agradecido, e só ali, falando com o meu avô ficou a perceber tudo o que rodeia as lendas dos lobisomens – Podia ser pior! – dizia o meu avô.
– Podia ter seguido o meu cheiro e ter-me matado! Mas vejo que apesar de tudo é um homem calmo!
- Sabe que nem o meu pai nem a minha mãe, nunca acreditaram que estas coisas me aconteceram? – Verdade!
- Eles achavam que era galdério e que só queria saber de farra, nunca entenderam que eu não era normal, nem pensaram que como era o sétimo filho precisava de ser benzido ou sei lá! Sofri tanto porque não entendia! Consultei médicos mas nada! Tive que andar a averiguar, mas sabe que ninguém leva estes assuntos a sério? Todos pensam que são lendas, eu era jovem! Tive muita sorte, graças a si! Casei e tenho um casal de filhos, sou feliz e eternamente grato.
Quando o homem se levantou, eu fugi, tive medo que me vissem mas nunca esqueci esta história e acredito piamente que estas coisas aconteciam, agora não! Os casais só têm um ou dois filhos ou então têm um de cada pai ou de cada mãe e assim não conta, é preciso serem sete seguidos e todos do mesmo sexo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Natal já foi vem aí a passagem de ano

Muito bem!...
Lá pelo quintal estava muito frio, para além de colher os brócolos e as alfaces, que estavam uma delicia, não há foto, não deu para fazer nada...

Os alhos e as favas estão a crescer muito bem e com o sol a dar-lhes assim, ainda melhor.

Mas!...
Apesar do frio, ainda consegui ir ao telhado do vizinho, apanhar musgo para fazer um presépio com os bonecos do tempo em que os meus filhos eram crianças.

Depois foi só cozinhar e comer durante três dias, tanto comer e tanto doce...
Muitas das comidas foram feitas no fogão de lenha que comprei... mas isso é uma outra história que contarei noutra ocasião...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal com duas bonecas feitas de pano

Do velho se faz novo, viva a reciclagem!
Este ano resolvi fazer umas bonecas para prenda de Natal das minhas netas.
Aproveitei para o cabelo, uma camisola velha que desmanchei, para o corpo uns retalhos de tecido que eram da minha mãe, para as vestir a roupa que era delas ( das netas )

Desmanchei uma almofada para as encher, ficaram muito fofinhas, era uma almofada anti stress!...

Fiz o desenho da cara, bordei, os olhos, uns em azul outros em verde, comprei umas meias pequeninas, porque não sabia como fazer os pés.
Mas acho que o resultado é bastante positivo, pelo menos eu acho-as lindas, modéstia à parte...
Acho que vou aceitar encomendas.É só pedir.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Grande prémio de Natal

Hoje corri o grande prémio de Natal, em Lisboa.
Uma Lisboa linda como sempre, ao domingo de manhã, sem transito, ou muito pouco, não estava muito frio, tendo em conta os últimos dias...
Uma prova muito bonita, com bom ritmo, 49,08m em 9Km, fiquei muito contente com este tempo, para mim, muito bom.

Já no final estragaram tudo.
Muito tempo, para dar esta simples tichrt.
Um labirinto com seis passagens à volta umas das outras, com a transpiração a arrefecer e trabalhar para a constipação.
Srs organizadores, têm que pensar nos atletas que pagam 10 euros para correr e pelos vistos ficarem doentes.
É inverno pá, pensem.
Já no ano passado foi a mesma coisa, eu já fiz esta prova mais vezes e não era assim!?...
FELIZ NATAL PARA TODOS
MUITO OBRIGADA PELAS VISITAS

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Alface no garrafão

Curiosos??
Muito simples! cortei o fundo de um garrafão de plástico e e enterrei-o na terra com a alface lá dentro.
Resulta! A alface está linda em comparação com as outras

Assim não lhe chegam as lesmas, a geada e mesmo a chuva chega-lhe de uma forma muito mais suave

Pena que quando me deram a ideia eu só tinha um garrafão, mas entretanto já coloquei em mais duas.
As outras!? É melhor nem falar...